crítica

A Família Beliér (2014)

Está procurando fofura para final de domingo? Achou!

A Família Beliér é um filme francês do diretor Eric Lartigau (“Os Infiéis”) e com François Damiens (“A Delicadeza do Amor”) e Karin Viard (“A Quase Verdade”, “Os Filhos do Século”) no elenco. Conta a história de Paula Beliér (Louane Emera), adolescente como qualquer outra que tem de viver todos os dramas da sua idade somados ao fato do resto da sua família ser formada de surdos-mudos.

Nessa situação ela acaba tendo que ser o responsável da casa, e tomar conta da fazenda em que eles moram, gerenciando o comércio de leite e laticínios que é o sustento da família, além de funcionar como intérprete até em consultas com o ginecologista da sua mãe (!).

Na escola ela tem uma melhor amiga (muito safadinha) e um crush que acaba arrastando ela para o coral da escola que é o último lugar onde ela gostaria de estar. Lá Paula descobre que sabe cantar (olha só!) e o professor dela acaba a convencendo de participar de uma audição para uma escola de canto em Paris, porém ela tem de esconder tudo de seus pais.

Ok, e daí? Porque ver? Bem, como eu disse o filme é mamão com açúcar e super fofo, mostra que surdo, mudo, aleijado, não importa qual a fôrma da sua família haverá conflitos, amor, amizade, e superação de obstáculos se todos permanecerem unidos. Por ser um filme com um formato de conflito tão diferente acaba rendendo várias risadas. Além de trazer uma crítica e te fazer pensar: vemos tanto filmes por aí que traz um membro da família como o deficiente e pobre coitado que não pensamos na situação contrária. E se o “normal” fosse a diferença no cenário? E se isso trouxesse tantos problemas quanto para um deficiente?

Outro aspecto legal do filme é que os atores na vida real não são surdos-mudos (só o irmão é na verdade surdo) e aprenderam língua de sinais só para esse filme, o que era de se esperar de atores tão bons e icônicos na França como a Karin e o François, mas uma surpresa da novata Louane, que mandou bem na atuação (garantiu o prêmio César de Melhor atriz revelação) e no canto já que ela foi semifinalista do The Voice francês e já tem um albúm lançado chamado Chambre 12 (que é ótimo por sinal, apesar de eu não falar nada de francês, bj).

O filme recebeu boa crítica na França e eu outros lugares, mas gerou algumas polêmicas entre a comunidade de surdos-mudos. Eles alegam que o filme é um insulto e que os sinais são obviamente falsos. Sendo falsos ou não valeu muito a pena o esforço dos atores e do diretor que apresentou o que foi proposto: um filme leve, sobre famílias em geral e sobre a luta por sonhos quando somos jovens.

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