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Lendo: Paris é uma Festa – Ernest Hemingway

Eu cresci com o nome de Ernest Hemingway como um cânone na minha casa. Meu pai era um admirador de Hemingway e disse que Por Quem Dobram os Sinos foi um dos melhores livros que ele já havia lido.
Porém, como boa procrastinadora que sou, eu nunca li nada de Hemingway, apenas admirei de longe seu trabalho acreditando na palavra do meu pai e de outros amantes de literatura.
Até que um dia eu li meu romance preferido (que permanecerá um mistério até eu escrever sobre ele aqui) e descobri uma geração de escritores e artistas chamada Lost Generation. Pra quem não conhece a Geração Perdida foi a geração pós Primeira Guerra que tentava aos poucos descobrir como lidar com um mundo desabado, depois de tantas perdas só tentava se reencontrar. Então, muitos artistas resolveram ir para Paris (conhecida, na época, como o centro artístico do mundo) para se encontrar, ou se perder, para aproveitar a vida e mostrar novos estilos de arte e escrita. Nessa beleza de confusão estavam nada mais nada menos que Gertrude Stein, Ezra Pound, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, James Joyce, T.S. Eliot, John dos Passos, e muitos outros escritores renomados.
Pois é nesse rendez-vous de mentes brilhantes que Hemingway começava a trilhar seu caminho como escritor de ficção, e acredito que por essa época ter marcado tanto sua vida que ele resolveu, ao final dela (o livro foi publicado alguns anos depois de sua morte), escrever as memórias desse tempo maravilhoso em Paris é uma Festa.
Paris dos anos 20 foi um sonho para os amantes das artes. Woddy Allen fala disso em seu filme Midnight in Paris, que inclusive faz uma viagem no tempo à essa Paris que Hemingway descreve no livro. Nós temos o próprio autor aparecendo como personagem, além de outras celebridades da época, retratadas como eram, em seu espaço, e tão admirados pelo personagem principal do filme. Se você não viu, veja e se apaixone como eu, é uma ode incrível à uma cidade incrível e cheia de história.
Voltando ao livro, do qual eu não estou nem na metade ainda, já dá pra ter uma sensação da escrita de Hemingway e de como ele era como pessoa. Claro, que se tratando de memórias o tipo de escrita é bastante leve e livre, mas o senso de humor e a beleza são marcantes.
Esse é meu primeiro Hemingway e já estou amando. Não vejo a hora de terminar e contar pra vocês.
E quem já leu? Amou? Odiou? Deixe sua opinião nos comentários ou lá no Instagram.

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